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Jornal do CAPOEIRA
Desde: 28/10/2004      Publicadas: 1050      Atualização: 18/06/2006

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 CRÔNICAS
  04/12/2005
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Capoeira, Perfil do Presidente Ideal
Nesta crônica o autor, André Lacé, faz análise do que seria um "Presidente" ideal para nossa Capoeira, sem deixar, é claro, de fazer algumas considerações sobre projetos prioritários para nossa arte, como o Atlas da Capoeira
Capoeira, Perfil do Presidente Ideal Coquinho Baiano

Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br

Edição 52 - de 4/dez a 10/dez de 2005

 

André Luiz Lacé Lopes

Leblon, 28.nov.2005

Qual será o perfil ideal para um presidente na área da capoeiragem?     

Em qualquer nível que seja, do presidente de uma simples liga local ao presidente da confederação brasileira, passando pelas federações estaduais?

E quanto aos demais países e ao presidente de uma organização mundial de capoeira?

Quais serão suas atribuições básicas em termos institucionais e gerenciais?

Que idade deverá ter, que tipo de experiência prévia deverá apresentar?

Como os associados, em particular, e os capoeiras e a sociedade em geral podem e devem avaliar, diuturnamente, o grau de eficácia desses presidentes?

Ora, mesmo considerando ser a Capoeira um fenômeno sócio-esportivo-cultural extremamente peculiar, mesmo assim, como preliminar, será aconselhável examinar as soluções institucionais e gerenciais empregadas em áreas afins. Até porque, algumas delas, como a do futebol, apresentam também feitiços próprios.

Da mesma maneira que, assim como várias outras organizações, diversas tentativas de organização da Capoeira já apresentaram síndromes patológicas. Até com prestação de verbas (dinheiro público) rejeitada por tribunais de conta.

Vejamos, pois, para começar, alguns exemplos de perfil presidencial (ou similar) fora do mundo da capoeira.

O melhor presidente, no Mundo do Futebol, de todos os tempos, João Havelange (Jean-Marie Faustin Godefroid de Havelange), continua sendo empresário bem sucedido e um ex-atleta campeão de natação e water-polo. Fêz o que fêz, brilhantemente, a nível nacional (Confederação Brasileira de Desportos) e a nível mundial (FIFA).

Os jogadores de futebol, cujo nível cultural aumenta dia a dia, jamais exigiram, como pré-condição para ser presidente de um clube, liga, federação ou confederação de futebol, a comprovação de saber jogar futebol muito bem.

Claro, também não seriam contra, caso surgisse um candidato com esse perfil. Assim como sempre lutaram e lutam por associações de classe, sindicatos e leis que possam dar melhores condições de vida à profissão de jogador de futebol.

E quanto aos jornalistas esportivos?

Deveriam ser, tais jornalistas, ex-atletas da modalidade esportiva sobre a qual escrevem?

Ou seja, só poderia falar e escrever sobre basquetebol o jornalista que provasse jogar ou ter jogado basquete muito bem, só fazendo cesta de três pontos, de gancho, e da zona morta?

Só poderia falar ou escrever sobre futebol aquele jornalista que provasse saber fazer, pelo menos, 300 embaixadas com uma simples laranja murcha?

 "Afinal, todo esporte tem o seu mistério, sua magia e a sua mandinga, certo?".

Bem sabemos que tais exigências, descabidas, não ocorrem em lugar nenhum do mundo.

Sendo oportuno e bem ilustrativo lembrar que o maior cronista esportivo de todos os tempos, na opinião da própria Associação de Cronistas Esportivos, dos jogadores e dos torcedores em geral, quando menino, jamais jogou futebol. Chamava-se Nelson Rodrigues!

Que capoeira aceitaria isto? O capoeira, com raras e respeitáveis exceções, só aceita um comentário jornalístico se este for a favor do seu trabalho. Neste caso "o jornalista é brilhante, entende realmente de capoeira". Se a matéria for crítica, "o jornalista não entende nada de capoeira, não é capoeirista, não pode entender"..

Arriscaria mais um exemplo, igualmente importante até por ser fora do Mundo do Esporte: a figura do "city manager".

Algumas cidades dos Estados Unidos da América do Norte, através de plebiscito, abriram mão de eleger prefeitos (pelo sistema de sufrágio universal) e passaram a contratar, pura e simplesmente, um "city manager" (gerente de cidade). Gerente eficaz vai ficando, gerente ineficaz é demitido. Negando-se aqui, portanto, toda corrente que defende a importância de gerências públicas feitas por políticos e não por técnicos especialistas em gerência (como se o bom gerente profissional não tivesse que contar, também, com uma boa equipe técnica e os clássicos conselhos de apoio e fiscalização).

 

Agora, sim, vamos entrar firme na Roda da Capoeira.

O capoeira tem realmente um perfil próprio muito especial, bem diferenciado dos jogadores de outros jogos e esportes e dos lutadores de outras lutas. Para começar há o feitiço da palavra "mestre". Expressão que, basicamente, deve significar que determinado capoeira pratica sua arte com maestria. Não mais do que isto. Entretanto, o capoeira quando chega - Deus sabe lá como - a "mestre", entende que é um mestre generalista, mestre de capoeira e mestre de tudo, inclusive de administração de empresas.

Verdade inteira seja dita, especialmente no passado, alguns mestres chegaram muito perto desta maestria completa. Até por ironia, muitos desses, realmente extraordinários, tinham instrução escolar rudimentar. Mesmo hoje dia, é possível encontrar alguns jovens mestres, com ou sem instrução superior, professorando muito bem a respeito da Vida e do Mundo. Mas, convenhamos, não é a regra geral, é a exceção. De mais a mais, hoje em dia, não cabe mais o perfil ditatorial de comando. Pois, cada vez mais, dentro e fora da Capoeiragem, chefia eficaz, comando eficaz, presidente eficaz é sinônimo de EQUIPE EFICAZ.

Daí porque vivemos todos nós, capoeiras, num falso estado de independência. Pretendemos fazer parte de um mundo especial, mas não sabemos bem administrar este espaço. Em nível algum, internacional, nacional, estadual ou regional. Nem mesmo em nível de "academias" que, na maioria das vezes, ocupam um fundo de quintal ou sobrevivem de favor na "casa dos outros", num clube, escola ou centro comunitário. E mais, são poucos os mestres de capoeira, muito poucos, que podem apresentar um movimento mensal de alunos de 20/30 alunos, cada um pagando uma base, digamos, de cinqüenta reais por mês. Até porque, a demanda para academias de capoeira é muito sazonal, nos meses de férias escolares, por exemplo, o aluno não vai nem paga. Mas as despesas do pobre mestre não são sazonais, são mensais mesmo.

Daí a importância de uma pergunta básica: quanto mestres, afinal, aqui no Brasil e no exterior, possuem uma "academia" própria, com receita própria, registros formais e contabilidade?

O mestre de capoeira, via de regra, sobrevive à custa de algum outro emprego (fora da capoeira) e de eventos (a indústria de troca de cordéis, por exemplo), quase sempre co-patrocinados por algum político-candidato, partido político, governo ou pelo empresariado. Ou então vivem de shows de boate, onde a capoeira-luta é vendida e admirada como show folclórico (o que não chega a ser pecado). Não custando lembrar que, de tempos em tempos, desde a sua origem africana, serviços de inteligência têm entrado, também, nesta roda.

Onde está, então, a tão decantada independência da Capoeira e do Capoeira?

Onde estão, por exemplo, os decantados "laboratórios de capoeira-luta de verdade?

Claro, um ou outro mestre de capoeira, bafejado pela sorte, pelo melhor status sócio-econômico da família, por apadrinhamento episódico de alguma gestão pública ou por algum sistema de marketing alucinado, consegue um lugar ao sol. Já temos alguns exemplos de capoeiras bem sucedidos. Mas são casos isolados, e casos isolados que preferem continuar isolados. Quando muito, reúnem-se em grandes eventos, normalmente patrocinados pelo dinheiro público, trocam elogios, vendem livros e cds (alguns plagiados), louvam algum mito, apóiam algum partido político, tocam berimbau e desaparecem. Há longas décadas a Capoeira vem fazendo sucesso desse jeito, de maneira desordenada, com algumas dezenas de tentativas patéticas de organizá-la. Mas todo candidato à "dono" da capoeira só quer o bônus, sair na fotografia, passear pelo mundo, mandar e-mails alucinados.

Independência haveria se houvesse realmente algumas centenas de verdadeiras academias, com sede própria ou formalmente alugada, com demanda permanente de alunos. Independência haveria se houvesse, realmente, ligas, federações e uma confederação com renda própria, advinda das mensalidades pagas por um número crescente de filiados.

Quem acompanha o que venho escrevendo, há quase cinqüenta anos, sabe muito bem que, embora muito crítico, tenho sempre visão otimista, defendendo que a Capoeira, mandingueiramente, tem mecanismos de autopreservação. Mas creio que já aproveitamos muito desta fase infanto-juvenil de desorganização ao som do berimbau. Acredito que, frente ao crescente sucesso que faz no mundo inteiro, está na hora de medidas menos casuísticas e efêmeras, como eventos de troca de cordel mercantis ou pomposos seminários internacionais sempre com interesses subalternos, para alimentar vaidades, mitos e o bolso de uns poucos.

Acredito que está na hora de capoeiras, governo e empresariado unirem esforços para alguns passos gerenciais que devem ser urgentemente realizados. O primeiro deles, como ensina qualquer manual de administração, é a realização de um grande Diagnóstico.

Algo parecido com o trabalho de Hércules - Atlas do Esporte do Brasil - lançado no ano passado com grande sucesso. Brilhante, oportuna e heróica iniciativa que, além de estar provocando o surgimento de Atlas Estaduais, está sendo preparado para edições periódicas pela Internet.

Este levantamento geral da capoeiragem, município por município, estado por estado, país por país, pode e deve ser acompanhado de meia dúzia de projetos igualmente fundamentais para viabilizar - aí sim - projetos nacionais e internacionais. Refiro-me especialmente ao "Projeto Álbum Estadual de Mestres, Contramestres e pesquisadores" que já está saindo do papel, pelo menos em três estados: Maranhão, São Paulo e Rio de Janeiro.

Através de vários artigos e especialmente no meu livro "Capoeiragem no Rio de Janeiro, Sinhozinho e Rudolf Hermanny" apresento, como mera e modesta sugestão, uma minuta para alguns desses projetos básicos.

E quanto, afinal, ao título deste artigo?

Qual será, afinal, o melhor perfil para um presidente de uma liga regional, federação estadual, confederação nacional ou mundial?

Acredito que a exposição inicial tenha permitido ao leitor perceber minha posição.

O capoeira não tem por que temer os mestres de outras áreas, ao contrário, deve procurá-los e utilizá-los de acordo com os interesses da própria Capoeira.

Discordo, pois, da exigência para que um presidente de liga, federação ou confederação de capoeira seja obrigatoriamente um mestre...de capoeira. Discordo também de qualquer tipo de restrição a idade presidencial. Claro, não convém que seja muito novo, tampouco que seja idoso demais, salvo exceções excepcionais que surgem de vez em quando. Para equilibrar eventual problema ligado a idade (pouca ou muita) existem, repito, os conselhos deliberativos, técnicos e fiscais. É só exigir que funcionem realmente e não se comportem, com às vezes ocorre, como meras marionetes.

Este não tem sido o quadro na Capoeira e, convenhamos, os resultados obtidos até agora, nesses quatro níveis, não são estimulantes.

Nenhum presidente ou ex-presidente de qualquer "organização" de capoeira - e, se estiver enganado darei a mão à palmatória - tem condições de apresentar, neste momento, um relatório completo, transparente, com todos registros legais, técnicos e capoeirísticos de sua própria gestão. A grande maioria, senão todos eles, sequer pode apresentar um fichário rudimentar com o registro de todos os sócios, com nome completo, endereços, pagamentos feitos por cada um etc. Boa parte dessas organizações está "sediada" em alguma gaveta na casa do Senhor Presidente, sendo sua diretoria montada com a própria família, gato, papagaio, vizinhança etc.

Todos parecem sempre apenas interessados em saber quando será o próximo evento internacional que discutirá os mais intrincados aspectos filosóficos da Capoeiragem. Eventos que jamais geram algum documento relevante, limitando-se apenas a distribuir meia dúzia de cesta básicas, "contribuindo assim para debelar fome no mundo e a provar que a Capoeira tem uma função social muito virtuosa".

Resumindo não concordo com a restrição, com o "patrulhamento" que boa parte dos capoeiras faz em relação à possibilidade de uma organização de capoeiras ser presidida por um não-capoeira.

Pura bobagem, pura insegurança, pura criancice.

Que venha, se tiver que vir, um candidato não-capoeira.

Tudo que temos que fazer é apoiá-lo, mas, cobrando diuturnamente bons resultados institucionais e gerenciais. Cobrando total honestidade e respeito à liturgia do cargo. Exigindo competência administrativa, profundo conhecimento de Planejamento, Organização, Direção e Controle, incluindo-se nesta roda, total domínio sobre as técnicas de marketing, saber montar bons projetos, conseguir bons patrocínios, promover eventos bem representativos cobrindo todas as formas dessa fascinante e multifacetada Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem.

Esta será a única maneira de fortalecer a Capoeira e os capoeiras, inclusive e finalmente também em termos de associação de classe, formação acadêmica específica, profissionalização da profissão e previdência social.

Mesmo assim, com todo este cuidado, que fique bem claro, continuo defendendo para a Capoeira Tradicional uma outra solução, absolutamente "sui generis", que resgate, resguarde e potencialize toda a sua essencialidade. Pois, uma coisa é falar de Capoeira Jogo, Luta ou Esportiva, outra coisa é falar de Capoeira-Cidadania, Capoeira-Negritude, Capoeira-Música, Capoeira-Poesia, Capoeira-Religião, Capoeira-Filosofia. Esta parte, preciosa parte, ou não se organiza ou se organiza com respeito iniciático. Reflexões que também já apresentei em longa série de artigos e crônicas.

Nota da foto: Mestre André Luiz, ladeado pelo Presidente-compositor de Samba Nelson Sargento



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