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Jornal do CAPOEIRA
Desde: 28/10/2004      Publicadas: 1050      Atualização: 18/06/2006

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 CRÔNICAS
  16/03/2006
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Capoeira, Violência, Projetos Sociais e Sociedade
"I Conferência Internacional da Capoeira Angola", CICA - Avaliação da violência na capoeira, e o uso de nossa arte na promoção da inclusão social: perspectivas e reflexões. Entrevista com Mestre Casquinha, do Rio de Janeiro
Capoeira, Violência, Projetos Sociais e Sociedade Coquinho Baiano

Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br

Edição 65 - de 19 a 25/Mar de 2006

 

Benedito dos Santos

João Pessoa, PB

Março de 2006

 

Durante a I Conferência Internacional de Capoeira Angola, realizada em João Pessoa-PB, Agosto de 2005, o foco principal foi a Educação. Aconteceram palestras, debates, aulas teórico-práticas sobre o jogo da capoeira e sobre seus fundamentos, oficinas de dança-afro, musicalidade e maculelê, além, é claro, de diversas atrações culturais, com é o caso do Cavalo Marinho e Ciranda do Sol

Em nenhum momento, durante as rodas, a violência esteve presente. Mas não temos como negar: ela está presente no cotidiano da capoeiragem. Os mestres, contramestres e professores são unânimes em admitir sua presença, além de fazerem uma chamada uníssona: "até quando a violência estará presente em nossa arte?".

Será que essa questão da violência dentro da capoeira se resolve com algumas reuniões periódicas entre lideres? Acredito que não. A violência sempre esteve presente dentro da capoeira, e hoje, infelizmente, percebe-se sua evolução, ou seja, a violência está aí para quem quiser verificar. Parece-me até que existe uma distância considerável entre a teoria e a prática: os mestres dizem "vamos resgatar o passado, e recuperar a essência de nossa capoeira, vivê-la como filosofia de vida, como faziam os velhos mestres". Mas o que sobressai é apenas seu lado negativo. Temos que desenvolver pesquisas muito mais apuradas para identificar de onde vem este "mito de violência" na história da Capoeira. Aos poucos vamos identificando fatos e lendas a respeito do que, na historia, foi luta real (pela liberdade) e lutas "encomendadas".

O que será que é fato e o que é lenda? Quem responde?

 

Aproveitando a presença do Mestre Casquinha (primeira foto, ao lado de Mestre Arerê, ambos representantes da Capoeira Raiz no Rio de Janeiro), oriundo do Rio de Janeiro, Estado com afamado por sua história de capoeiragem, perguntei ao mestre sobre como ele vê a questão da violência dentro da capoeira. Assim se pronunciou o mestre:

"No Rio nós temos toda uma história das Maltas, principalmente das capoeiras Nagô e Guaiamuns, e o que nos entristece, infelizmente, é que algumas pessoas, não todas, trabalham cultuando a violência dentro da capoeiragem. A sociedade, logicamente, não vê isso com bons olhos e acabam tendo uma imagem totalmente errada da capoeira, e em conseqüência disto não respeita nem a capoeira e nem o capoeirista. Mas existem pessoas muito boas em nosso meio, e que procuram preservar exatamente o que acontecia no passado, pois o negro escravo se unia para lutar com o inimigo maior, que  era poder público. Temos o afamado Agenor Sampaio, o "mestre Sinhozinho", que não era de brincadeira. Tinha uma capoeira séria (Capoeira Utilitária!). Era uma capoeira luta, e que servia de bom exemplo para a classe jovem carioca antiga (décadas de 1920, 1930...). Felizmente nós temos muitas pessoas no Rio de Janeiro e no mundo da capoeira, que conservam isso, que dizem não à violência na capoeira. A Capoeira é profunda, ela vai muito além do simplesmente "jogar capoeira". Ela, a capoeira em si, já tem seu efeito terapêutico maravilhoso, trabalho muito a questão da lateralidade, desenvolve a coordenação motora de forma espetacular. É bem o caso de alguns de nossos camaradas que trabalham com pessoas "especiais", sendo que nossa capoeira é  utilizada para trazer essas pessoas para mais perto da sociedade, mostrando-as que são  pessoas de muita utilidade, fazendo-as se sentir útil no mundo moderno.

 

 

Mestre Sinhozinho (Agenor Sampaio) ensinando algumas

técnicas de capoeiragem a Kim e Hermanny

 

Vocês imaginem uma pessoa sentada numa cadeira de rodas, e sem sair da cadeira estar jogando capoeira! Imaginem a pessoa estar sem uma perna, sem um braço, fazendo capoeira, ou mesmo um deficiente visual praticando nossa arte cheia de malandragens. Eu fico imaginando e visualizando as pessoas que tem tais deficiências conseguem fazer muito mais do que as pessoas ditas normais, do que as pessoas que tem braços e pernas. Parece-me que a capoeira proporciona meios para que os "especiais" se superem e lutem pelo seu grau de igualdades para com os demais membros da sociedade. Os "especiais", quanto estão na capoeira, acabam até se esquecendo que tem certas deficiências, é a Capoeira que proporciona tais sentimentos. É uma beleza ver esses "camaradinhas" respondendo ao toque dos berimbaus, à batida dos atabaques, e entrar na cadência do cântico da capoeira. É realmente uma beleza: não tem deficiente que fique parado, que deixe de se mexer...

Em Niterói tem uma pessoa que foi aluno do mestre Boca Rica, e em um acidente ele perdeu as duas pernas. Mas nem por isso ele deixou de participar da arte, e quando está tocando ou jogando sua capoeira ele se sente ótimo, se sente bem. Ele é igual a mim, é igual a todos nós e, acima ele de tudo, ele não pior do que ninguém. Ele é um capoeirista completo. A capoeira tem esta parte fabulosa, mas grande parte da sociedade nem sabe disto. Talvez ela, a sociedade, ainda não tenha se dado conta de que a capoeira está trabalhando com essas pessoas, trabalhando-as de modo a prepará-las para um futuro melhor, e mais digno.

Eu tenho certeza de que a capoeira vai melhorar cada vez mais. Tenho ainda uma outra certeza: quando nós capoeiristas nos unirmos, seremos uma grande potência nacional, uma potência intransponível, e que só então seremos respeitado em todos os lugares". Nos lembrou o mestre Casquinha.

 

Mestre Casquinha fala com muita propriedade, chegando-nos a doer suas palavras, sobre o tratamento que se é dado à nossa capoeira.  Felizmente muitas entidades têm oferecido oportunidades de se trabalhar realmente com "inclusão social", não limitando-se apenas a "projetinho vitrine para angariar voto em anos eleitorais". Percebemos também que a sociedade finge que vê, mas dá as costas para o real poder que a capoeira tem. Chega a negar o inegável: o poder transformador que nossa arte tem para oferecer à própria sociedade.

Talvez isso seja um pouco reflexo da própria questão do mito da violência e marginalização impregnado na história da capoeira. Quando esse mito passar, ou melhor, quando se conseguir separar o joio do trigo, valorizando-se efetivamente a importância de nossa arte como referencial histórico e teórico, acolhendo-se o novo contexto e função de nossa arte, a histórico será outra.

Abusando de Mestre Casquinha, perguntei a ele sobre seu ponto de vista a respeito da tese de que a capoeira teria raízes européias. Alguns mestres chegam a defender a tese de que a capoeira nasceu na Europa, mas temos de convir que se a capoeira tivesse tal raiz, seu sistema seria totalmente diferente do que é. Sou da opinião de que a Capoeira é legado de nossos ancestrais africanos, do negro escravo.

 

Assim respondeu o mestre.

"Muitos chegam a usam a capoeira, dela tiram proveito, mas na hora de ajudá-la (ajudar-nos!) com afinco, e promove-la, não a promover. Só querem dela tirar proveito, usando-a para seu beneficio próprio. Isto é algo ruim, muito ruim. Porque quem faz isto não está realmente preocupado com a capoeira, eles estão preocupados com si próprios.  Espero que um dia eles abram os olhos. Imagine se todos mudarem suas concepções de capoeira, e dela fazer bom uso - no Brasil, são mais de seis milhões de capoeiristas-, com certeza a capoeira contribuirá muito mais com a sociedade. Quem sabe chegue logo este momento, daqui 10, 20 ou 30 anos. Chego a imaginar a Capoeira estando em todos os lugares, dentro da escola, do teatro, da academia de dança, lá  na Europa, nas instituições dos APAE (Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais), trabalhando com pessoas especiais... Teremos um futuro muito melhor, não há como negar. Espero que em um futuro bem próximo o "sistema" que trabalha com a cultura, esporte, e educação conscientize-se de que devem ter um olhar mais profundo para com nossa capoeira.

Hoje eu posso dizer isso com propriedade, já fui moleque da rua, vivi na rua, fui de colégio interno e hoje se eu sou um bom cidadão. Se adquiri o meu respeito, eu agradeço a capoeira. O mesmo tem acontecido com muita gente em nossa sociedade, pois conheço muita gente que passou pelas mesmas dificuldades que eu, e a capoeira presenteou-as também com uma vida melhor. Olha que beleza!

Eu desenvolvo um trabalho com uma aluna que é professora da UF (Universidade Fluminense), e faço um trabalho terapêutico através da capoeira com ela e com outras pessoas. A capoeira não é só jogar capoeira, a capoeira para mim ela só está acima de tudo, ela é uma eterna terapia, ela não é só para crianças ou para os jovens, é também, como nós sabemos, para o pessoal da "melhor idade" (idoso). É também para "criança, menino e a mulher", certo!

Só que as pessoas, infelizmente, ainda são muito preconceituosas para com a capoeira. Espero que através desse trabalho que vocês desenvolvem em João Pessoa, através do mestre Naldinho (foto ao lado) e de outros, que consigam vencer os preconceitos do sistema e que tirem esse ranço associado à nossa capoeira.  Desejo que vocês abracem, cada vez mais, nossa capoeira, esta arte criada verdadeiramente no Brasil! Ela é o único esporte genuinamente brasileiro, é a capoeira, e não outro esporte com futebol etc, que temos que respeitar. Porque não inserir a capoeira dentro da escola e outros lugares mais? Porque não? Eu espero meu caro, representante do Jornal do Capoeira, vocês precisam ajudar-nos a tirar esse ranço, esse preconceito, ajudando também que a própria sociedade passe a respeitar mais nossa capoeira. Você bem sabe que temos muito a oferecer". Finalizou o Mestre Casquinha.

Nós, responsáveis por este veículo da sociedade capoeirística que é o Jornal do Capoeira, concordamos com o mestre Casquinha, e acrescentando que já existe mobilização nesse sentido, que é colocar em prática a Lei 10.639/03 que trata dos Conteúdos de História da África e História do Negro nos Currículos do Ensino Fundamental e Médio. Estaremos sempre atentos no sentido de nunca mudar o nosso foco, que é a captação e divulgação de todo e qualquer material de importância ao resgate do contexto histórico que envolva as práticas das culturas populares, principalmente a capoeira.

Pois bem, os bastidores da "I Conferência Internacional de Capoeira Angola", nos gerou bons frutos, documentamos boa quantidade de informações, que refletem, de certa forma, alguns trabalhos desenvolvidos aqui na Paraíba, na Bahia e também no exterior, com as participações dos mestres Maykon de (Nova York, Estados Unidos) e  Dinelson da Bahia. E nada mais justo também do que agradecer parabenizando a comunidade local e os demais camaradas que estiveram também conosco naquela primeira conferência. Outras virão, aguardem.

À partir da próxima edição estaremos escrevendo sobre as capoeiras de nosso cotidiano (Paraíba!), e mais adiante retornamos à mais algumas crônicas fruto também da "I Conferencia Internacional de Capoeira Angola".

Até a próxima!

Bené Zumbi


2006 - Ano Internacional da Mulher Capoeirista no Jornal do Capoeira




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