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Jornal do CAPOEIRA
Desde: 28/10/2004      Publicadas: 1050      Atualização: 18/06/2006

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 CRÔNICAS
  10/11/2005
  1 comentário(s)


Mestre Zuma Burlamaqui e o Cordel
Nesta crônica o autor aborda o hábito comum de "inspirar-se" em outras obras, inclusive capoeirísticas, mas que as vezes esquecem-se de citar ou dar os devidos créditos "à fonte inspiradora" (ou matriz).
Mestre Zuma Burlamaqui e o Cordel Coquinho Baiano

Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br

Edição 48: 05 a 11 de Novembro  de 2005

 

André Luiz Lacé Lopes

Rio, nov/ 2005

 

Nota do Editor:

 

        O Cordel feito sobre Mestre Camisa, não há como discordar, foi realmente inspirado no Cordel de André Luiz Lacé, cuja 1ª edição foi publicada dois anos antes. Da idéia e tema da Capa (Arcos da Lapa, RIO), ao texto introdutório sobre a ligação da Capoeira com a literatura de cordel (embora com algumas distorções). Para tanto, chegaram a contratar o mesmo xilogravurista (o jovem mestre Erivaldo). Este tipo de comportamento não ocorre pela primeira vez, nem será o último. Dentro e fora do Mundo da Capoeiragem. Mas nos dá um bom tema de reflexão: até onde e quando a História da Capoeira será contada, por alguns,  com base em fontes não declaradas ou em fontes distorcidas?

        Por outro lado, se é para copiar as idéias de terceiros, por que não publicar um Cordel (sugestão para Mestre Camisa e para todos os mestres) com base no roteiro do próximo cordel de André Lacé: 1. Capoeira & Tradição; 2. Capoeira Jogo; 3. Capoeira Luta; 4. Capoeira & Negritude; 5. A Parte Rítmica e Cantada da Capoeira; 6. O Futuro da Capoeira Angola; 7. O Futuro da Capoeira Regional; 8. O futuro da Capoeira de Sinhozinho; 9. O Futuro da Capoeira em geral; 10.  Capoeira e Governo Brasileiro. 11. Capoeira e Jogos Olímpicos; 12.  Capoeiras e Educação Física; 13. Capoeira nas Escolas e na Faculdade; 14.  Capoeira e Filosofia; 15. Capoeira e Religião; 16.  "Livros e Cds d Capoeira"; 17. "Diagnóstico da Capoeira no Brasil e no Mundo", 18.  "Álbuns Estaduais e Nacional de Mestres, Contramestres e pesquisadores de Capoeira"; 19. e, o que é sumamente importante. "Lei Brasileira específica sobre a Arte da Capoeiragem".

        O fato é que os mestres brasileiros precisam somar esforços, promover uma grande união e produzir trabalhos de maior fôlego. Até porque, "lá fora", estão surgindo excelentes trabalhos sobre Capoeira, até mesmo um novo cordel já começa a ser produzido em Paris, justamente com base no roteiro acima...

Miltinho Astronauta

 

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Mestre Zuma Burlamaqui e o Cordel

 André Luiz Lacé

 

           O livro "Gymnastica Nacional - Capoeiragem - Methodisada e Regrada",  do Mestre Annibal ZUMA Burlamaqui, publicado em 1928, sem sombra de dúvida, foi um marco em termos práticos e teóricos. O livro correu o Brasil servindo de fonte inspiradora para vários outros trabalhos similares. Sendo que alguns desses acabaram conseguindo mais projeção do que aquele.  A história continua se repetindo, dentro e fora da capoeiragem.

Nem sempre, entretanto, o fenômeno pode ser simplificado e crucificado como plágio. Pois, muitas vezes, a inspiração está no ar e várias pessoas conseguem capta-la produzindo obras muito similares.

Em 2004, publiquei a primeira edição de um livreto inspirado na literatura de cordel. A rigor, apenas simples quadras portuguesas, valendo o livro mais pelas reflexões que procurava sugerir. Na Introdução, além de homenagear os poetas repentistas da Feira de São Cristóvão (RIO) e a Academia Brasileira de Literatura de Cordel (RIO),  resumo algumas explicações rudimentares sobre este tipo de livro e parabenizo o excelente xilogravurista Erivaldo da Silva pelo trabalho que fêz, seguindo minha orientação de aproveitar uma foto do Jornal do Brasil, tendo de fundo os Arcos da Lapa.

O trabalho do Erivaldo foi a base da capa da 1ª edição em 2004, da 2ª  edição , em abril de 2005 e da edição francesa, em nov de 2005.  Em todas as três edições, deixo claro a existência de 2 ou 3 cordéis sobre capoeira, mas nenhum deles com a preocupação de pensar a Capoeira como um todo, passado, presente e futuro, homenageando vários mestres de todo o Brasil e de várias partes do Mundo. Em todas as três edições, adiantei que, em função do meu trabalho, alguns outros cordéis começavam a surgir, como o de Sergipe, de São Paulo e de Coimbra, em Portugal.  Todos esses citando a fonte inspiradora.

Em todas as edições adiantei também que, guardando as proporções,   seguramente outros cordéis surgiriam calcados no meu de maneira, digamos, mais independente (pág, 27, 1ª Edição):

 

Este quadro, felizmente

Começa a mudar agora,

Todo autor que mente

Terá que sair barra a fora

 

Não sem antes, cinicamente

Este cordel plagiar

Colocando data diferente

O que é hábito secular (Zuma Burlamaqui...)

 

Essas duas estrofes, publicadas na 1ª Edição (2004), foram repetidas na 2ª Edição (abril / 2005) e, também, na Edição Francesa (out/2005, pág. 43):

 

Mais lê contexte heuresement

Change avec de nouveaux facteurs

Et l`auteur qui quelques fois ment

Devra chercer d`autres lecteurs

 

Avant même que l`on y soit

Ce poème sera plagié

Lês dates auront été changéés

Rien de très grave, ça va de soi (p. 43)

 

Pois muito bem, de velho amigo, excelente mestre da velha guarda do Rio de Janeiro, acabo de receber um novo "cordel" - Mestre Camisa, 50 anos de lutas e Vitórias - da autoria do Sr. Victor Alvim Itahim Garcia. Acompanhando o presente, um pequeno parecer indignado:

 

-          "André, não creio que tenha sido um plágio deliberado, talvez até, o autor jamais tenha ouvido falar do seu cordel, mas, que existem pelo menos quatro grandes coincidências, isto ninguém poderá negar:

1.      A Capa

  Nas suas  três capas, começando pela primeira (2004), você aparece jogando com o Leopoldina, tendo ao fundo os Arcos da Lapa. Na Capa do Cordel do Sr. Victor, aparece o Camisa sozinho, tendo os mesmos Arcos ao fundo. E mais, foram buscar o mesmo artista (Erivaldo).

 

   

 

2.      A "Introdução"

Também um resumo sobre Literatura de Cordel, mencionando (como você) o brilhante paraibano Leandro Gomes de Barros, mas sem falar na Paraíba, berço dos maiores poetas repentistas. Enfatiza (como você), a utilização de cordéis clássicos por alguns capoeiristas. Mas evita exemplos, certamente para não fazer o texto demasiado longo, afinal, o importante era a Rima (miolo do cordel).

 

3.      Foto na Feira de São Cristóvão

Na edição francesa do seu cordel há uma foto de dois grandes poetas repentistas lá da Feira de São Cristóvão. Pois muito bem, no Cordel de Mestre Camisa, também há uma foto junto à estátua do grande Luiz "Lua" Gonzaga (sic).

 

4.      Quarta-capa

Em todas edições do seu cordel você  menciona a Academia Brasileira de Literatura de Cordéis, o cordel do Mestre Camisa foi muito além, conseguiu seu apoio formal. No que, aliás,  fizeram muito bem. Aí, como dizem os bandidos, você perdeu".

 

Mera coincidência - pensei,  nada a discutir, nada a reclamar. Até pelo contrário, mostra que estou no caminho certo, pois fiz coisa muito parecida a este novo cordel, sobretudo nas reflexões a respeito da importância da Literatura de Cordel na Capoeira. Mesmo assim, não custa lembrar, "a  Capoeira, embora fascinante, está dentro da Sociedade, e não o contrário".  Não faltará, portanto, quem vá entender ter havido plágio barato e empobrecedor de biografia. Enfim, um exemplo negativo, estimulador de espertezas similares.  Como as que apontei, no meu livro anterior - "Capoeiragem no Rio de Janeiro, Sinhozinho e Rudolf Hermanny", provando a existência de pesquisadores de aluguel e "mestres-escritores" que fantasiam muito, mentem, omitem, sofismam e fanfarreiam. Capoeira, realmente, não precisa disto.

Mesmo assim li o cordel. E constatei  equívoco ainda maior: a consagração da mesmice, da velha estratégia de tentar forjar mais um mito. Sou contra mitos ("Pobre do povo que precisa de mitos!"). A Capoeira não precisa de mitos, o futuro da Capoeira não dependerá deste tipo de cultuação.

Por outro lado, não se pode negar a existência e os méritos de Mestre Camisa, o que significa dizer que seu trabalho, assim como de vários outros mestres, pode justificar um cordel.  Menos ufanista, entretanto. Menos mitificante. Menos marqueteiro. E, sobretudo, fazendo mais justiça à Bahia e ao Rio de Janeiro. Ou seja, ao invés dos Arcos da Lapa na Capa por que não colocar algum símbolo famoso e mandingueiro da velha e querida Bahia?  Posto que o livreto é quase todo dedicado à Bahia. Isto quanto a louvação à Bahia, logo de saída, na Capa (a parte mais vista de todo livro).

E, quanto a louvação ao Rio de Janeiro, será que Camisa esqueceu o quanto ele aprendeu nas famosas rodas do Mestre Artur Emídio, do Mestre Zé Pedro, do Mário Santos? E quanto às rodas livres de rua, na Central do Brasil, na Penha, na Praça dos Pacificadores?

Ou todo mundo não é "discípulo que aprende, e mestre que dá lição?".

Como nenhum, absolutamente nenhum mestre do Rio de Janeiro foi citado no cordel?

Bueno, para terminar esta rápida apreciação crítica, a cor utilizada no Cordel em questão é muito parecido com a cor utilizada na 2ª Edição do meu. Comprovando, também aí, que acertei na cor. O único risco, que não quero correr  de modo algum, é ser um belo dia acusado de ter plagiado o futuro. Pois, mais do que o meu, por razões óbvias, o Cordel do Camisa vai correr mundo; não faltará, portanto, discípulo fanático jurando que o meu, escrito anos antes, foi mera cópia, plágio barato, do que veio anos depois...

Passemos, agora, aos pontos positivos, não necessariamente ao que tange ao perfil traçado  de Camisa ou ao  talento do capoeira-poeta que o traçou (Garcia). Nem um nem outro, tenho quase a certeza, deu-se conta que o cordel passará a ser uma referência. Não pela tentativa ingênua de mitificação de mais um mestre, mas pelas preciosas "pistas" que oferece para uma análise mais aprofundada sobre a prática atual da Capoeiragem. Salta aos olhos, por exemplo, a peregrinação constante de um mestre de capoeira, bom ou ruim. Quase sempre na "casa dos outros", em escolas, clubes, academias "dos outros", conseqüentemente sem a chance de desenvolver um trabalho a longo prazo. Pouquíssimos mestres possuem um local próprio, devidamente registrado, com vida jurídica, tributária e contábil.  Tampouco contam com "carteira assinada" ou algum tipo de previdência, o que significará, ao fim da vida, nem aposentadoria para si, nem pensão, mais adiante, para a mulher companheira..

Outro aspecto interessante que pode ser pinçado do Cordel em tela é a fórmula arranjada, deste ou daquele mestre,  para divulgar seu próprio trabalho. Mestre Camisa, pelos seus méritos e méritos de sua equipe, construiu  verdadeiro império, uma espécie de mistura  de franchising  informal com joint venture igualmente informal, espalhada pelo mundo inteiro. O que pode ser visto, também, como um castelo de areia, sem a devida sustentação jurídica e administrativa. Em escala bem menor, vários outros mestres estão em situação parecida, professorando pelo mundo, vendendo suas versões (às vezes meio fantasiosas), com passagens pagas, tapete vermelho e cachê variado. Até quando, não se sabe, até porque, pouco a pouco, a História da Capoeira vai sendo contada com mais rigor e profundidade.

E quanto os serviços prestados contra a FOME e a favor da PAZ?

É como conceito de mãe, ninguém ousa ser contra, mas o que significarão na prática os serviços acima mencionados?

Quase sempre tais serviços prestados pela Capoeira implicam  em patrocínios governamentais e/ou empresariais.  A grande realidade é que pouquíssimos mestres ousam contestar políticas governamentais equivocadas ou interesses empresarias contrários ao real interesse do povo. Tais "serviços", portanto são efêmeros e ineficazes, apenas mascaram ou protelam medidas sociais estruturais essenciais para debelar a Fome no Mundo e assegurar a Paz Mundial.

Sem esgotar esse bloco de observações finais, o cordel do Mestre Camisa permite também notar que a ênfase na Capoeira Regional como Luta Invencível vai sendo abandonada. O Cordel praticamente só fala em "shows" de capoeira, em exibições de palco, teatrais, em cds, sem jamais mencionar um confronto sério, de verdade, "a vera", com testemunhas isentas, onde os méritos da Capoeira Luta  tenham sido plenamente comprovados.  Mesmo vendo aí uma posição realística, ao longo de uma vitoriosa carreira de mestre de capoeira, não seria absurdo pinçar um bom confronto de verdade. Se possível, dentro de uma roda tradicional, onde todos os fundamentos da capoeiragem tenham sido respeitados, e todo  seu arsenal bélico (ou quase todos, posto que, em tese, este arsenal é  infinito) tenha sido utilizado. Sua narração só enriqueceria o Cordel.

Fazendo um balanço final e relevando - por hora - os excessos de coincidências com meu cordel, não hesitaria em afirmar que o saldo foi positivo.  Deixando no ar, inclusive, a possibilidade de mais cordéis, onde Vida e Obra de Camisa, juntamente com vários outros mestres, possam ser comentadas com real profundidade. Incluindo-se, então, aspectos históricos, filosóficos, éticos, religiosos, fundamentos, rituais da orquestra, posicionamento firme, enfim, em relação ao que chamo de processo de institucionalização da Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem. Lamentável, mas inexorável.



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