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Jornal do CAPOEIRA
Desde: 28/10/2004      Publicadas: 1050      Atualização: 18/06/2006

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 CRÔNICAS

  29/01/2006
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Ndongo (Congo): Uma Luta de Libertação 1575

Ndongo (Congo): Uma Luta de Libertação 1575 Coquinho Baiano

Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br

Edição 58 - de 29/Jan a 04/Fev de 2006

 

Mestre Tonho Matéria

Salvador, BA

Jan. 2006

Nota do Editor:

Ao entrar em contato com Mestre Tonho Matéria, logo na primeira volta do mundo de 2006, convidei-o para fortalecer nossa luta em prol do Ano Internacional da Mulher Capoeirista. Pedido aceito e devidamente atendido, Tonho Matéria envia-nos uma crônica que teve como base a obra de Marco Aurélio de Oliveira Luz, cujo título encerra AGADÁ, Dinâmica da Civilização Africano-Brasileira. Esta crônica nos traz inúmeras informações sobre Congo (Ngonho) e também, especialmente para homenagem a Mulher Capoeirista, sobre a Rainha Jinga, ou também Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji.

 

Vamos à crônica sobre Ngolo (Congo), uma luta de libertação 1575.

 

Miltinho Astronauta


 

Tonho Matéria

 

Antes de iniciar esta crônica como "coro" ao Gunga entoado pelo Jornal do Capoeira, apresento aos capoeiras-leitores, em primeira mão, uma música que fiz para o OLODUM, contando um pouco da história da época que passo a narrar logo abaixo.

 

GUERREIROS JAGAS

Autoria: Tonho Matéria

 

Nesse momento de gloria

rebuscando a história

Olodum vem falar da cultura Bantu

De África Negra Angola

 

Guerreiros Jagas levantem a bandeira

Pastinha ginga capoeira de angola

Guerreiros Jagas levantem a bandeira

Chama os nkises de zumbi rei quilombola

 

Ê luandê ê luanda

Ê luandê negra ginga de matamba

Faça o colono pedir malembe    (bis)

E cubra o corpo com maianga

 

Não há Brasil sem a áfrica

Não há bahia sem angola

Não há o pelourinho sem o Olodum

Quando o tambor tá rufando

Quem comanda é o Kambandu

 

Ngola kiluanji ii percebendo a traição

Dos lusitanos querendo fundar um império cristão

Tentou alertar os sobas vassalos daquele engano

De pagarem impostos na forma de seres humanos

Nzinga reinou no Ndongo

Pra libertar seu povo das dores

Travando batalhas contra os colonizadores

Zambiapongo na fé contra qualquer opressão

Zcende a muila pro jaga Mario Gusmão

 

 

A luta de libertação do povo negro contra a opressão colonialista se caracteriza das mais deferentes formas, conforme o contexto em que se trava. 

Ela pode assumir formas de guerra regular ou de guerrilha, como no Ndongo e no Palmares e nos infinitos quilombos do Brasil e das Américas, em geral; pode assumir esforços diplomáticos e estabelecimento de alianças para alcançar objetivos comuns; pode se caracterizar pela rebeldia frente ao embarque nos navios tumbeiros, nas revoltas nesses navios, nos suicídios, no aborto, no "justiçamento" de senhores e feitores através de envenenamento.

Também na colaboração mínima possível como o trabalho forçado escravista, no resgate de bens e alimentos para manter ao máximo sua resistência e sua luta, na acumulação de recursos para a compra de cartas de alforria, nas insurreições como a de 1835 em Salvador, na implantação das instituições que mantêm a continuidade de seus valores civilizatórios, que promovem a coesão grupal e mantêm a integridade de identidade e afirmação existencial, na ocupação de espaços sociais negados pela política de embranquecimento no plano da sociedade oficial, etc.

O início, desta luta, que já dura cinco séculos, se caracteriza quando o império do Congo e, portanto, os diversos reinos que  o compunham, principalmente o Ndongo, começam a perceber o português não mais como estrangeiro, capaz de ter as honras de hospitalidade, mas como inimigo.

   Esta situação se apresenta durante o reinado de Ngola Kiluaniji II no Ndongo, quando ficaram claras as intenções portuguesas de fundar um império cristão na África, assentado na opressão colonialista escravista. Para conseguir sistematizar o tráfico escravista os portugueses começaram a forçar os sobas, chefes de província, a lhes pagar pela repressão armada a efetuarem seus pagamentos a coroa. Na realidade o que os portugueses pretendiam, era deportar os negros como escravos para o Brasil, ou faze-los à submeter a um Undar ou cerimônia de vassalagem, colocando-os sob a proteção da coroa portuguesa, nessa cerimônia formal, o chefe recebia o batismo cristão e era consagrado vassalo. Aí os portugueses detinham o poder sob os sobas que eram forçados a fornecer soldados para chamada Guerra Preta.

  Alguns poucos sobas procuraram se aproveitar dessa situação para darem vazão a seus delírios de poder, como os chefes Airi Kiluanji e Muxima Quitambonje, que acreditaram ser o caminho para se tornarem rei no Ndongo. Os portugueses causaram muitos problemas à luta pela libertação africana, provocaram guerra e o despovoamento que trouxe como conseqüência a desorganização da produção de mantimentos nestas áreas, e o escravo converte-se em moeda corrente nas relações com os portugueses. O império do congo logo começou a se ressentir dos efeitos do tráfico escravista que lhes tirava, em média, 5.000 pessoas por ano.

Os portugueses conseguiam atacar diversas aldeias e pequenas vilas que relativamente viviam desprotegidas, porque essas áreas eram autônomas frente ao poder central do Mani-Congo, rei do império do Congo, logo a guerra se espalhou e recrudesceu com a tentativa de Paulo Dias de se tornar Governador do Ndongo; missão a ele atribuída pelo rei D. Sebastião. Ele partiu para Ndongo (Angola) em 1575 para fundar o primeiro império cristão, levando setecentos soldados, colonos, quatro jesuítas e dois padres seculares. Paulo Dias tentara também obter as minas de sal, prata e ouro que os portugueses estavam convencidos que existiam no Ndongo. O rei Ngola Nbandi, teve como prisioneiro Luiz Dias primo de Paulo Dias que foi fracassado pela tentativa de se aproximar Ndongo liberto depois de confiscada a carga de seu navio.

  Por volta de 1579 a guerra se alastrou no Ndongo, pois Paulo Dias após desembarcar  na ilha de Luanda, atravessou para o continente e construiu uma fortaleza e fundou uma colônia que denominou de S. Paulo de Luanda, rompendo trado com o rei congolês Mpansa Mini a Lukeni Lua Mbamba de não penetrar nas ares de extração das conchas nzimbu, que era a moeda corrente no império. Essa colônia contou também com vários refugiados portugueses, dentre os quais quarenta opulentos traficantes, que se abrigavam na ilha de Luanda em 1560, depois de escaparem de uma ofensiva Jaga, povo vizinho aos Mbundo do Ndongo.

O soba Loyo Mushima Kita Mbonja participou de um Undar, tornando-o vassalo da coroa portuguesa, quando Dias conseguiu dobra-lo por causa da crise que o próprio Dias se encontrava, logo iniciou uma tentativa de avanço para o interior do continente, mas foi obstado pelas tropas do Ndongo. Mas dias não se deu como derrotado, e formou uma tropa que marcharam para o interior, quando subitamente sofreu um significativo revés na batalha em Tala Ndongo, embora as tropas do Ngola Kiluanji II sofressem também sérias baixas, milhares de africanos foram mortos de ambos os lados nesta violenta batalha.

Dias retirou-se e fundou a vila de Massangano entre o rio Lucala e o rio Cuanja, foi constantemente fustigado pelas tropas Mbundo comandadas pelo Ngolo até a sua morte em 1589. A guerra continuou com o comando de Luiz Serrão que foi nomeado pelos portugueses para o governo de Angola. Pra dar continuação as ações terroristas de Dias e mais uma vez os portugueses foram derrotados pelo exército formado por uma aliança Ndongo-Congo.

Os portugueses tentaram se aproveitar para invadir o interior e se aproximar da capital de Ndongo em Mbaka e ali fundar uma fortaleza, que representasse uma ameaça direta ao reino, quando souberam da morte do Ngola Kiluanji II em 1617.

Em fins do século XVI, quase sessenta anos antes de Zumbi nascer, em 1597, deu-se uma fuga que não foi daquelas a que os senhores de engenhos estavam acostumados. Ao fim de uma rebelião, escaparam quarenta escravos de um engenho de Porto Calvo, no sul de Pernambuco. Numero de assustar, já que quarenta negros podiam representar entre 30 e 60  por cento da mão-de-obra em um engenho, o que significava um grande prejuízo para o senhor usineiro. A fuga teve uma característica que a diferenciava das demais: antes de ir para o mato, os escravos, armados de cacetes, foices, e chuços, massacraram a população livre do engenho.

A rebelião e as mortes de certo levariam o senhor e as autoridades a uma caçada sem perdão, porque os fugitivos tinham desafiado um dos lemas principais da sociedade: "Escravo foi feito para obedecer e não para resistir". Os escravos embrenharam mata adentro, afastando-se da zona da mata, uma região de grande concentração de engenhos de açúcar, a cerca de 10 quilômetros do mar. Depois de alguns dias de caminhada, resolveram parar num ponto que além de ter terras fértil, água em abundância e muitas palmeiras, permitia um bom controle visual das áreas em redor. Mas os objetivos estratégicos dos negros em sua luta para criar  os espaços sociais necessários à sua afirmação existencial era de tal bravura que nascia ali como resistência própria em nossa terra, o que mais viria a ser o maior e mais duradouro dos muitos havidos na América, ficando conhecido e afamado pelo nome de Palmares. (o nome é referencia às palmeiras pitombas, Palma Attalea Pindoba).

Enquanto no congo a Rainha Jinga: Conhecida e enaltecida nas congadas brasileiras como Rainha Jinga, Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji tornou-se rainha do Ndongo em 1623, estando com 41 anos de idade, logo após o falecimento de seu irmão Ngola Mbandi, que substituiu seu pai, o Ngola Kiluanji II.

Quando ela nasceu, os sacerdotes consultaram o oráculo, que previu que se fosse rainha, rios de sangue correriam no Ndongo.

Era comum no Ndongo a participação das mulheres nas tropas. Nzinga foi criada no ambiente de guerra, acompanhando seu pai. Ela realizava exercícios militares e era considerada exímia combatente. Seu poder se caracteriza, porém, por sua capacidade de mandar chuva e garantir a fertilidade da terra, de lutar pela tradição dos valores religiosos, assentado no culto a Nzambi Mpungo, as forças cósmicas que regem o universo e aos ancestrais.

A fim de tomar decisões cruciais para o destino do reino, ela passava por diversas vezes durante sua vida, na ilha Ndangi, onde eram cultuados os espíritos dos antepassados reais. Quando foi coroada, preferia que fosse chamada de rei ao invés de rainha e muitas vezes se vestia com roupas masculinas, apesar de ser uma figura muito feminina e vaidosa e consciente de seu papel como rainha.

Casou-se com Jaga Kasa e se separou mantendo grandes relações que até solidificaram alianças político-militares na luta contra os portugueses. Os jagas eram um povo guerreiro que se destacavam nas refregas militares. Através da intensa atividade diplomática a rainha do Ndongo,com seu poder se estendia pelas províncias do Ndongo e Matamba aplicando medida que estabelecia as alianças. Com sua força e coragem ela conseguiu junto ao governo de Luanda a assinatura de um tratado que mantinha a integridade do reinado do Ndongo, isso foi no período em que seu irmão estava no reinado, esse acordo com o governo português, em Angola, nunca foi, entretanto, ratificado pelo rei da Espanha, pois Portugal, nessa época, era controlado pelo reino Espanhol.

  Tendo à frente o primeiro ministro o Tendala, com o apoio do conselho religioso, conselho Xinguilar e o conselho civil, Nzinga resolveu então recrudescer a guerra de guerrilha e o movimento nas regiões ocupadas pelos portugueses a fim de pressionar a retificação do Tratado. Com isso, nessa ocasião ela liberava os escravos e os atraía para seu território livre, distribuindo terras, ao mesmo tempo em que ampliava alianças com diversos chefes, aumentando e consolidando a unidade do Ndongo. Se o tratado não fosse retificado ela expulsava os portugueses imediatamente da região, de sua fortaleza em Mbaka e Massangano.

Nzinga através dessas táticas, teve de abandonar a capital, em Mbaka, e o reino se caracteriza pela constante movimentação de tropas e mudanças de acompanhamentos, conhecidos pelo nome de Kilombo. E assim ela era perseguida pelas tropas portuguesas, tendo que se tornar invisível muitas vezes. Ela chamava o exército de soldados escravos de tropas de negros dos portugueses. Os portugueses, entretanto, logo perceberam que não conseguiam obter êxito nenhum em terreno tão hostil aos europeus, resolveram aumentar a base de seu exército, convencidos de que somente "o africano com a farda portuguesa poderia permitir vitórias significativas de Portugal na África".

Os portugueses resolveram erguer um novo rei para o Ndongo, um rei que por pressão pudesse atender os interesses de Portugal. Eles nomearam então o Ngola Kiluanji Rei do Ndongo avassalado. Embora esta estratégia se constituísse no maior obstáculo aos objetivos de Nzinga, já em 1624 ela consegueria fechar os entrepostos do tráfico de escravos, forçando o governador de Angola, João Correia de Souza, a solicitar autorização da coroa para abandonar as fortalezas de Mbaka e Massangano.

  Em uma carta que escrevera em 28 de setembro de 1624, dizia ele: se o forte não for evacuado, não haverá nenhum mercado de escravos e nem pregação do cristianismo. Ai a coroa portuguesa não cedeu as tantas pressões, nomeou um novo governador, Bento Cardoso, com instruções de capturar Nzinga e força-la a tornar o reino vassalo de Portugal. Esta disposição ficou evidenciada na resposta de um emissário da rainha que fora a Luanda tentar de bem um acordo diplomático. Por outro lado o governo recebeu reforços de soldados, munições, víveres e cavalos enviados por Portugal, para reforçar as posições portuguesas. Esses reforços visavam também prevenir o governo de Angola de um possível ataque dos Holandeses, que nesta ocasião já havia invadido a Bahia.

  O governador convocou muitos residentes de Luanda e formou várias companhias de soldados escravos recrutados à força para o serviço militar, só para enfrentar Nzinga. Ela aguardava na ilha Mapolo. O exército foi atacado por ela e sofreu severas baixas sem, todavia, ser completamente aniquilado. Nzinga foi aconselhada pelo Xinquilar para consultar os espíritos ancestrais, e ela depois de aceitado o conselho resolveu evacuar seu Kilombo da ilha.

  Mas, mesmo depois de ser abandonada, a ilha foi invadida palas tropas portuguesas. Que só encontraram vestígios, de oferendas religiosas. E alguns dias depois o Ngola Kiluanji e diversos soldados faleceram por ter pegado varíola. Mesmo assim os portugueses conseguiram ficar concentrados em Massangano. Ngola Airi, foi nomeado o novo rei vassalo e foi batizado de Felipe. Tendo a missão de ocupar e se tornar chefe de Pungo a Ndongo tentando cortar as linhas de contato entre o Ndongo com os Ndembo, Congo, Matamba, Loyo, Kassanja e a região dos Jaga.

  Os portugueses deixando Ngola Airi nesta posição, foram para Luanda com suas tropas grotescas preocupados com as invasões dos holandeses, Nzinga então procurou aumentar seu raio de ação, estabelecendo contato com grande número de chefes, solicitando e convencendo-os a fechar todo entreposto de comércio de escravos, vedando o acesso dos traficantes às suas fontes.

  Nzinga era considerada a verdadeira rainha do Ndongo e Matamba pelo povo mbundo, tanto que ao passo Ngola Airi fracassava em suas tentativas de obstacularizar seus intentos pelo fato de não conseguir legitimar-se ante o mesmo povo. E logo começou diminuir o tráfico de escravos por causa das repercussões das medidas tomadas por Nzinga. Em 1629 ela continuou sendo perseguida pelo governador de Luanda, e os portugueses sofreram grandes derrotas pelos chefes Golambula Kiambolo e Jaga Kassanje comandados por Paio de Araújo. Nesse combate foram aprisionados onze chefes, conselheiros e as irmãs de Nzinga de nome Mocambo e Kifunji, e ainda sua tia Antiloji, e o responsável por essas prisões foi o mulato Antônio Dias Mazungo.

  Nzinga teve um abalo com a aliança, Golambula Kiambolo acabou rendendo-se às pressões portuguesas e o Jaga Kassanje retirou-se para o Congo. Procurando compensar as perdas com nova aliança com o povo de Soyo, ficando aguardando resultados dos contatos do império do Congo com os holandeses, visando a luta contra os portugueses.

  No período que vai de 1630 a 1641, a guerra permaneceu relativamente estacionária, com os portugueses voltados para a eminência do ataque holandês e sofrendo a ação desgastante da guerrilha africana. As irmãs de Nzinga, prisioneiras dos portugueses eram tratadas como membros da realeza africana em Luanda. Servindo de base para os portugueses caso houvesse uma desavença com Ngola Airi.

  Nzinga achava que o cristianismo e o trafico de escravo eram vistos com o cavalo de tróia da colonização desde os tempos de seu pai, achando também  que o valor do homem negro prepara para toda vida a sua relação com a natureza com sua real identidade e não converte-lo em cristão, escravo ou proletário. Porque os negros nunca aceitaram essa identidade cruel e se ouve rebelião foi porque eles precisaram de um sentido de busca de moral e valor.

  Em 1641 Nzinga foi surpreendida pala tentativa dos portugueses, afugentados pelos holandeses, de se refugiarem em Massngano. Mani Ambuila, Rei do Congo, antes da chegada dos holandeses em Luanda, já havia estabelecido contato com o príncipe de Nassau, em Recife, visando a estabelecer tratados de aliança contra os portugueses. Os holandeses querendo estabelecer uma aliança com Nzinga entraram em contato com o chefe Ndembo, Nambu a Kalmobe em Luanda para consolidar os seus interesses, eles enviou uma embaixada holandesa ao congo. O general Nzinga Amona foi enviado pela rainha para efetuar negociações com os holandeses e realizar uma aliança Ndongo-Congo-Holanda.                  

   Os holandeses tinham seus motivos para pesar bastante sua adesão em aliar-se ao império africano, posto que já vinham sofrendo, no Brasil, a ação libertária dos quilombos dos Palmares. Contudo, Nzinga conseguira aglutinar forças para passar da guerra de guerrilha para uma guerra regular, frente a frente com o exército português.

 

 

Fonte: Luz, Marco Aurélio de Oliveira

AGADÁ (Dinâmica da Civilização Africano-Brasileira)

Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBa: Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, 1995.

 

 


2006 - Ano Internacional da Mulher Capoeirista no Jornal do Capoeira

 




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